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Gabriel mais conhecido como BVR vem se destacando na cena underground com seus sons cheios de verdade, e melodia.
Ele contou um pouco pra nós da WRLDMAG seu começo, suas referências e deixou até um verso. Acompanha:
“Primeiramente me considero um mano sonhador, que pensa mil fita ao decorrer de cada dia e corre pra manter o bem estar da minha família. Nascido e criado no Cedega, aos 12 anos me mudei para o bairro do toró. Muito louco ter essa reflexão a partir dessa entrevista, consigo enxergar e definir melhor eu mesmo e tudo que tem acontecido nesses últimos anos. Um sonhador com os pés no chão, focalizando a melhoria constante sem atropelar os processos.”
Hoje eu sou um Mestre de cerimônia. Faço letras, canto, performo e entrego meu coração em cada linha e apresentação. E eu sinto vontade de fazer muitas paradas ainda... teatro, fotografia, pintura... quem sabe misturar tudo isso em clipes ? Kkkk essa é a fita, sempre maquinando sem medo de errar. Dentro da música mesmo já cantei e compus reggae, funk, R&B, RAP.
Meu mano isso tá no meu sangue... sou a mistura do meu pai que sempre escreveu letras críticas e profundas e minha mãe que sempre cantou muito, inclusive teve oportunidades quando era jovem de cantar em bandas e ir pra fora do Brasil, mas sofreu muito naquela época pela falta de instrução e informação, o bagulho era louco...
Então desde cedo sempre tive essa imersão musical dentro de casa, e fora dela também... a primeira letra que escrevi foi um funk com 10 anos de idade, com meu parceiro que morava no mesmo prédio que eu.
Hoje eu procuro absorver e curtir toda arte que sinto verdade ou que me chame a atenção e tenha profundidade... procuro inspiração e referências que somam aos valores que acredito.
E meus suportes são meus amigos que também sempre estão ligados na música, principalmente o Bonassa e o RATO Di Vila ,vulgo Unexistt, que sempre estão procurando Samples e por dentro da música e áudio visual como um todo.
Mano, no gueto o que tocava nas caixas e me chamava atenção era o funk e o RAP. O primeiro som que lembro que me viciei foi castelo de madeira do grupo A família, boombap cabuloso. E a fita é que o boombap tem essa parada do protesto e inspira a escrever letras mais críticas... Sempre escutei muito Sabotage, facção central, síntese... são sons que me marcaram na alma memo, então carrego isso comigo.
A música foi uma válvula de escape que se tornou um caminho muito certo. Um amor, que trouxe pra perto meus amigos, que me fez enxergar vida e valor em mim mesmo.
A primeira vez que senti confiança foi quando soltei a voz cantando um refrão pros meus amigos do som Castelo Triste do grupo Faccção Central, meus manos alucinaram e me incentivaram a cantar nos eventos da escola. O resto é história.
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Costumo escrever letras com os Beats já criados, ou pelo menos um sample em loop. Mas também escrevo letras sem referência do beat, imaginando o BPM e desenvolvendo um flow livre. E as vezes so vem na mente mesmo e escrevo pra não perder.
Acho muito chave esse destaque, acredito que tem espaço pra todos, todos que fazem com qualidade e procuram diferenciar suas parada, tanto musicalmente como visualmente... esses caras são originais.
A Complô surgiu em 2018, eu junto do meu mano Bonassa depois de várias sessões escutando rap e chapando. visualizamos essa fita de se unir e fazer música. Eu na letra e ele nos beat a princípio.
É o fruto de uma forte conexão artística e hoje se tornou um nome muito forte e marcado na cena da cidade.
Eu fiquei muito feliz quando recebi esse apresso por parte de artistas também, eu fico até sem palavras e vem uma sensação que estamos no caminho certo. E não tem como não pensar, isso faz total diferença e me ajudou até mesmo a me enxergar de longe, mais confiança e uma força quando estou em um momento difícil por exemplo.
Esse dia pra mim foi mágico. Totalmente um sonho vívido, Respirando e pulando. Ensaiamos pra fazer de acordo e fizemos. A energia do público foi muito sincera, todos entenderam o recado e curtiram o show. Trocar ideia também com os cara do SNJ depois foi monstro de mais. Sombra Mc me chamou de Mc pós show, sempre vou lembrar disso.
3 só é foda kkkkk vou começar pelos parceiro da Solana records, no dia que colei lá gravar senti muita verdade e curti de mais os sons que o Oclin mostrou com producao do Vinnie... os cara tão trabalhando e tem o futuro guardado naquelas músicas.
Mano Ed Mc que é monstro de mais nas letras, melodia, visão... um artista completo e lutador, um mano vencedor
E o artista Og Lvcas que trás um estilo próprio na voz e forma que rima, é meu parceirao e nao tem medo de expor os sentimentos.
Photo: @gugawrld7
Estou muito ansioso para trabalhar no meu projeto de R&B com a produção chique de mais do Bonassa e do Unexistt...
Mas pra agora
Acho que nada melhor que o trecho de um boombap que vou gravar essa semana:
“Falsa cena
Falsos viajantes em cena
O que acontece na rua eu resolvo nela
Flagrante no bolso da jaqueta
Se o corre é bom ou ruim não importa (mais)
O que alimenta minha alma
É a Combustão da caneta
Puta que pariu
Todo mundo viu
Interesseiros se achando melhor que os outro
Fechando com um bagre playboy com interesse no soldo
Virou piada a música
Seu próprio fosso
Tin tin no copo
(...) “
Um BVR cada vez mais crítico, incisivo e certo do que está buscando…
ENTREVISTA FEITO POR GUGA
EQUIPE WRLDMAG2025