DJFREITAS

Dj Freitas, de 24 anos e residente da cidade de Atibaia vem ampliando a visão do público com seus sets cheios de verdade, se liga no papo:

Como surgiu o interesse em fazer música ?

Acho que surgiu do meu interesse em me expressar através de alguma arte, tentei algumas formas de expressá-la antes de chegar a música (teatro, artes visuais, performance). A música foi um presente pra mim, primeiro de forma mais teórica e depois mais experimental.

Você é conhecida em seus Sets por tocar de tudo, de onde vem essa versatilidade ?

Pô, acho que tudo eu não toco não (risos), eu tenho uma versatilidade grande mesmo mas geralmente o que me pega nas músicas é o bass mesmo, o gravezão. Independente do ritmo que a música seja, se o bass for bom eu baixo pra testar.

Parte mais gratificante do seu trampo?

Com certeza os feedbacks da galera após os sets, sejam eles positivos ou negativos, sabe… Eu sei quando é uma fala maldosa só pra depreciar o trampo, isso eu sei diferenciar bem. Mas ouvir da turma como chega o som é muito massa! É o que dá o gás, principalmente quando falam coisas do tipo. “É bem psicodélico” ou “Eu não sei dançar o seu som”, quando isso acontece sei que cumpri o meu objetivo.

Parte mais difícil do seu trampo ?

Cara, a parte mais difícil é não desistir ou se deixar sufocar mesmo, não dá pra se iludir por qualquer coisa ou promessa. Felizmente sempre tive uma rede de apoio que serve de inspiração e me puxa pra cima. Mas é difícil não se deixar levar e achar que nunca vai dar em nada todo esse esforço, tempo e dinheiro.

Suas referências ?

A minha primeira diva (e acho que única) é a Elis Regina agora de escutar em looping é a Linn da quebrada mesmo. Essa sempre me deu o axé e o caminho nas letras, no pensamento,na atitude e no som.

Imagino que deva escutar muita coisa, como saber oque vai bater na hora do baile ?

Depende muito do baile em si. A geografia, a cidade, o público. Depois de avaliar isso eu procuro minhas cartas na manga pra puxar o baile, sabe. Eu nunca tenho uma ordem fixa do que vou tocar, é sempre uma surpresa pra mim também.

Set curto ou Set longo ?

Set longo sem dúvida.

O lugar mais inusitado que já foi tocar ?

Bom, acho que foi em extrema, fui tocar num evento lá e no dia seguinte fui curtir um festival LGBT+ de lá e no after, que por sinal estava apocalíptico (risos) tinha um DJ tocando um Funk Rj lá e eu fui pedir pra tocar e cara topou. Quando meus amigos me viram no palco ficaram incrédulos.

Como foi pra você tocar no mesmo palco e dia que o Vhoor?

Esse dia foi uma delícia, fui feliz naquele Line. Até porque eu sou fã do cara e das produções dele. Entreguei meu adesivo pra ele e trocamos algumas palavras, super tímido e fofo.

Agora a pouco saiu seu Solana Session, como surgiu o convite ?

Por tocar em algumas batalhas de rap de Atibaia e Bragança, conheci o trampo do Oclin e comecei a acompanhar. Um dia ele me chama na dm fazendo convite e óbvio eu aceitei e fizemos acontecer.

Começou um projeto novo “Fábrica de Djs”, pode nos contar um pouco mais ?

Sim, tô mega empolgada com este projeto que planejo desde de o ano passado com a DJ Tupya, ele iniciou essa semana e terá duração de 3 meses e foi contemplado pela Lei Aldir Blanc.

A ideia é passar os nossos conhecimentos para quem tem interesse em ingressar na

carreira como DJ, seja a vertente que queira seguir. Dado no início uma base teórica e depois prática. Terá um Master class com DJ Check, e os estudantes vão apresentar um set em dois eventos.

Tem algum SPOILER que queira deixar ?

Cara está pra sair esse mês de junho um set novo no meu soundcloud de 1 hora que

chama “PRA NÓS (ODE A MAMBA REC, MU540 E BADSISTA)” onde vou mostrar as vertentes novas que tenho tocado.

Tenho experimentado uma polêmica que a mistura do Trance e do Dark com Hardtech e Funk, ta bem gostosinho e dançantes, em dado momento o set fica em 190 bpm… algo que tenho achado uma delícia de fazer.

AGRADECIMENTO ESPECIAL DJ FREITAS

FOTOS: JAQUE BUENO

ENTREVISTA POR GUGA

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2025