Empreendimento e criatividade

Hoje falamos com Vito Seripieri, 27 anos, nascido em São Paulo mas com raizes em Bragança também. Ele falou um pouco de seu início, colaborações e outros projetos que faz parte. Se liga só!

Vamos começar falando da Ruff como surgiu o projeto??

Falando do primeiro projeto, que foi a Ruff, né? Foi o primeiro projeto que fez eu começar nesse mundo, empreender. Desde o colegial em Bragança, eu já tinha vontade de ter uma marca de roupa, acompanhava tendências, mesmo com o acesso sendo mais difícil em 2013, 2014, Pinterest ou TikTok como hoje. Eu achava que me vestia bem, mas isso é um erro comum de quem quer criar marca: achar que se vestir bem é suficiente. Tinha um parceiro, o Júlio, muito monstro no desenho, super talentoso. No terceiro ano a gente já falava em criar uma marca. Em 2016, já na faculdade Belas Artes, o JP, meu sócio até hoje, trouxe o projeto da Ruff. Ele chegou com tudo meio montado logo, coleção (que nem se chamava drop ainda). E como eu fazia publicidade, pensei em ficar só no marketing, porque era novo, 18, 19 anos. Mas virei sócio, éramos eu, ele e mais um. A gente começou sem entender nada, tomamos muito tapa na cara, ficamos dois anos aprendendo. Ele fazia engenharia, eu publicidade, e a gente foi aprendendo aos poucos. Hoje já são quase nove anos nesse mercado, e ainda aprendo. É um mundo que parece um mar — quanto mais entra, mais percebe que sabe pouco. E o mercado também não ajuda, é fechado, ninguém compartilha muito.Depois de uns dois anos, começamos a produzir pra faculdades, atléticas e torcidas organizadas, e foi aí que nasceu a 182, nossa confecção.

Onde você acha que foi o divisor de águas ?


A virada de chave pra gente veio com a confecção. No começo da Ruff, éramos muito moleques, lançávamos um drop e só voltávamos a mexer na marca meses depois. Quando começamos a produzir para outras marcas, entendemos o que era de fato tocar uma empresa — passamos a tratar tudo com mais profissionalismo. Teve uma coleção que marcou muito essa transição, chamada New Level, lançada no fim de 2018. Foi a primeira vez que colocamos nosso logo em peças mais básicas e percebemos que o público queria isso. Foi aí que entendemos a importância de equilibrar nossa identidade mais minimalista e conceitual com preto, branco, off e cinza com o desejo das pessoas de ver a marca ali presente. Essa conexão com o público foi essencial. Na época, ainda lidávamos com muitos desafios. Tomamos um golpe de R$ 5 mil de uma confecção, que era tudo que a gente tinha. Isso nos forçou a produzir para outras marcas, pra recuperar a grana e seguir com a Ruff. Com esse movimento, nasceu a 182, nossa confecção própria. Foi ali que tudo começou a mudar. Produzimos pra faculdades, torcidas organizadas teve um corta vento que vendeu 150 peças, um marco pra gente. E as colaborações sempre fizeram parte da nossa trajetória. Desde o início, valorizamos a arte, não só visual, mas música, expressão. As collabs permitiram trazer novas estéticas pra uma base mais básica, mantendo nossa essência e ampliando as conexões. No fim das contas, foi uma soma: amadurecimento, entender o mercado, ouvir nosso público, cair, levantar e continuar criando com verdade.

Tem alguma peça favorita ?

É muito difícil falar isso, mano, mas uma peça que eu gosto muito é aquela ali. É aquela camiseta. Eu gosto pra caralho dela. Não sei se ela é minha favorita, mas eu tenho um carinho legal por ela. É que a gente sempre fala, que a gente sempre gosta do próximo. Hoje, uma camiseta que eu gosto muito é a Gangsta Don't Cry, é uma das minhas favoritas no momento. Mas essa estampa da vaquinha eu gosto muito.


Importância das colaborações

Então a gente fez uma vez um concurso de arte também, que é algo que eu queria muito voltar a fazer, foi muito da hora. A gente fez em, acho que em 2012, 2019, a gente lançou um concurso de arte, daí a galera tinha que mandar a arte no nosso e-mail, seja qual que é a arte. E aí a gente, a gente fez uma curadoria em cima disso. Mano, a gente recebeu mais de... Mas eu acho que a gente recebeu mais de 100, 200 artes, porque recebeu coisa da Amazônia. A gente recebeu coisa do Brasil todo. Isso foi um dos projetos mais legais que eu queria voltar. E aí a gente escolheu nove artes, colocou no feed, e aí uma arte ganhou. Aí dessa arte a gente fez quadro e camiseta. Foi como se fosse uma colab também. Aí também tem as colabs que a gente fez com os artistas, as colabs mais recentes que a gente fez com alunos. Eu fiz uma colab com o Zzzip, com o mestre dele, com o mestre do Ganja também. A gente fez mais alguma outra colab aí? A gente fez aí em São Paulo com a Zero Onze, com o próprio Baile das Estações. Com a Astral também, que é uma colab recente. Acho que as colabs mais recentes que a gente fez pós-pandemia foi com a Astral, a Nata e com os artistas também, com o Zzzip e com o Ganja. Com certeza eu acho que a colab com eles vai ter muito mais aí.


Algumas colaborações

Eu não vou lembrar de cabeça, mas a gente fez coisa com a... a gente já fez collab com a OneRPM, com a H2O. A gente fez com o Cena(Festival), a gente fez com a Nata.


Você tem dado apoio para diversos artistas locais, Como vê esse movimento e deixa uns nomes para a galera

Não tem como, né? Para ouvir os caras, tá ligado. Hoje eles fazem parte da Ruff. A gente é um time, então se eu puder deixar o Zzzip, Ganja, GS, Dr, Luquinhas. Os caras me inspiram. Acho que a gente faz parte hoje junto. Ainda mais agora com o nosso escritório sendo um estúdio. Mas também tem outros artistas da cidade. O próprio Luigi, que é da Nata. É um amigo meu, a gente lançou uma colab. Eu sempre falo para ele, ele me inspira muito. E a gente vai fazer novos drops juntos. Mas eu acho que um artista local da cidade, que eu gosto muito, é o XPTO. Que acho que é um pouco fora da nossa bolha. Eu gosto bastante. Aí outros artistas para ouvir, eu gosto muito do Tevito, BK, é muito difícil. A gente está aqui todo dia, né, Mano? Eu acho que é o que inspira todos os artistas. Fugindo um pouco do trap, que eu acho legal mencionar também, eu tenho uma coleta muito grande com os DJs que são de São Paulo, que é da Cactunes. É o Gepietro, o Didini, tem outro também. Mas o Gepietro é meu irmão, ele solta para a Ruff, com certeza. E vai ter alguma colab com eles. Seja com o Crema, que é o clube que eles têm em São Paulo. Com a Cactunes, que é o estúdio que eles têm lá em São Paulo. A label deles. Mas eu acho que também, se eu puder mencionar eles para poder ouvir as músicas da Cactunes, os shows deles, o Gepietro e o Didini, os caras são muito bons. Cactunes Music.


Meio que nessa de referência. O que você costuma consumir seja moda/musica ?


Estou falando um pouco de música aí. Mano, eu acho que assim, sempre, Mano, eu fui ligado com música e arte. Mano, eu gosto muito de... O Zzzip sabe, Mano. Eu escuto música o dia todo, Mano. O dia todo, escutando música. Hoje eu escuto mais trap, mas Mano, eu gosto de escutar um pouco de tudo. Mas hoje o que não sai do... do meu carro, do meu fone, é os borreques. Zip, G, o GS, o DR, o Luquinhas. Mas também, Mano, os outros artistas como o Tevito, BK.Mano, eu gosto muito do Leal também, eu gosto muito de funk também. Eu posso negar Mc Ig e Cabelinho. Mano, eu escuto muito também Oruam. Mano, o Tecnozinho também, dos moleques lá. E aí, vira e mexe, eu estou escutando umas coisas mais... Hoje eu estava escutando essa música aqui, se liga, que é, Mano, da Elis Regina. Que eu estou viciadão, Mano, que eu vi numa série, que é 20 Anos Blue. E essa aqui, 20 Anos Blue. Mas além, acho que da arte e da... tipo, da arte em questão, Mano, eu gosto muito de grafite, de bicho em si, de quadro, Mano. Assim, desde quando eu sou muito moleque, Mano, a minha vontade era desenhar. Mas eu não sei desenhar, nunca tentei, eu gosto muito de arte, de consumir, então, Mano, gosto muito de colar em exposição. Mas além disso também, eu consumo muito séries, Mano, séries e filmes altos, eu gosto de ver bastante.

1882 studio, a confecção, como surgiu e como tu atua ali?


Então, eu falei um pouco ali no começo, Mano, a 1882 com a Ruff anda um lado a lado, assim, hoje posso dizer que o maior, o que mais consome meu tempo é a confecção, é a Ruff, a gente trabalha produzindo pra outras marcas, então, hoje em dia a gente tá mais focado no corporativo, então, pra empresa, pra bar, pra restaurante, é um pouco mais difícil trabalhar com marcas, mas a gente confecciona de tudo. Então, assim como as pessoas lá gostam muito da qualidade da Ruff, a gente tenta entregar a mesma qualidade pra essas outras marcas, pra empresas em geral.

Baile das Estações, um rolê relevante que traz uma galera nova, conceitual, qual a importância disso pra você ?

Mano, acho que não posso deixar de mencionar que além dos meus outros projetos, os meus primeiros projetos foi a Ruff, foi a Modus 2, depois o baile, eu e o JP, que é o meu sócio, JP Magalhães, e a gente é sócio hoje em dia, então são projetos que eu tenho um carinho muito grande, porque foi assim, os meus primeiros projetos foi, por exemplo, a Ruff, eu já tinha um amor pela moda, mas a Ruff talvez é o projeto que eu tenho mais carinho, mas foram projetos que me abriram e me mostraram coisas que eu não sabia sobre mim, até o baile, por exemplo, como produzir uma festa, como você vê outro mundo de uma produção de festa, a gente já vivia esse mundo com a Ruff, a gente colava vários eventos com o estande da marca, mas é diferente também, então acho que hoje em dia ver que o baile ainda é vivo, não foi de festa aqui em Bragança, que é tão difícil, é muito difícil fazer festa em Bragança, então o que a gente começou ali no começo, a gente tentar trazer essa questão do baile ligado ao funk, mas também ligado a um conceito legal, o que a gente tenta entregar hoje em dia que é o number one da questão do baile é que a galera lembre do baile e lembre que é uma estrutura muito boa, que a gente pensa na estrutura, pensa no bem-estar, antes até de atração, de curadoria, até de trazer artistas da cidade, ao invés de trazer artistas de fora, mas a gente tem muito cuidado nessa questão do conceito, de trazer um público legal, de não ter briga, e de trazer uma estrutura boa, é algo que a gente investe muito, a gente trabalha muito e é algo que hoje, por exemplo, o meu sócio JP, o que ele gosta mesmo é festa, ele é pica mesmo em produção, e a gente fala muito, a gente fala até mais do baile do que da ruff da competição com ele, mas a gente fala muito isso, como é difícil fazer festa aqui em Bragança, então, o baile que está vivo hoje em dia, a gente conseguiu se reinventar várias vezes, trazer novos conceitos, eu acho que a gente é uma referência na cidade em questão de festa, muito mais do que a Ruff, pode-se dizer, então, é bem desafiante, assim, pode-se dizer.

Best Gourmet

o Best é um projeto que chegou agora também, mano, é um projeto que eu gosto muito, que é o Best Gourmet, é um aplicativo de benefícios, e, pô, mano, é um projeto muito legal também, assim, acho que quando eu entrei nesse mundo de empreendedorismo, todo mundo sempre sonha em ter sua marca, sempre sonha em ter sua festa, aí você quer ter seu restaurante, seu bar, eu sempre também gostei, né, então, voltando naquele assunto, ao mesmo tempo que sempre arte não influenciou muito, música, gastronomia, então, mano, eu sou uma pessoa que gosta de conhecer novos, colar em bar, colar em restaurante, mano, eu piro nisso, sempre pirei, e aí o Best foi um projeto que chegou para mim, é uma franquia, né, que tem no Brasil todo, aí um sócio meu, que é o Pedro, ele me apresentou o projeto, gostei muito, e aí a gente deu início em fevereiro de 2023, hoje já completaram dois anos, a gente tem mais de mil assinantes em Bragança, é super legal, você leva gastronomia para outras pessoas, a gente leva o marketing dos restaurantes, dos bares, do café para outras pessoas, a gente divulga isso, então a gente deixa essa gastronomia mais abrangente para todo mundo, e a partir disso a gente levou para outras cidades, né, então hoje além de Bragança, a gente tem em São Paulo, Atibaia, Santos e Campinas, e no fim é um clube de benefícios, a pessoa paga R$15,90 por mês, e ela tem 100% de desconto em hamburguerinho, então aqui, você tem no Bemdito, você compra um hambúrguer e ganha outro, você tem no Zucca, compra um hambúrguer e ganha outro, no Bravo, compra um hambúrguer e ganha outro, você tem na Pizza 00, compra uma pizza e ganha outra, você vai no Rosário do Bragantino, compra um prato e ganha outro, são mais de 800 estabelecimentos na cidade, tem em outros lugares, mas é basicamente isso, você compra um e o outro sai 100% de desconto, é um intuito que as pessoas tenham esse desconto e conheçam novos lugares, às vezes que não conhecem, não só os lugares que elas já conheciam, mas em novos lugares, por exemplo, hoje em dia, você nem perguntou, mas dá uma indicação, um lugar novo aqui em Bragança que é o Alma Café, então eles entraram no aplicativo não tem um mês, então é muito legal a gente trabalhar como se fosse uma curadoria de novos lugares que entram em contato com a gente e a gente vê se de fato faz sentido estar no aplicativo, a gente divulga, a gente leva isso como se fosse um parceiro deles, então quem é de Bragança aí, indicaria o Alma Café.


Como que é virar a chave criativa, tendo vários projetos, com identidades diferentes ?

Mano, é muito difícil, é uma loucura assim, é... eu acho que é uma das coisas mais difíceis, porque ao mesmo tempo que eu preciso criar na Ruff, eu preciso criar no baile, e ao mesmo tempo eu tenho que ser um empresário, tenho que pensar em conta pra pagar, salário, imposto, então isso é muito difícil, mas hoje também, se não fosse pessoas como o Zzzip, como a Amanda, que faz parte do marketing da rough, como meus sócios dos projetos, seja o JP, seja o Pedro, o Fábio, o Lucas, o Victor, que são dos outros projetos, sem eles também não daria, mas assim, é difícil porque a gente brinca aqui, né? Às vezes eu tô numa reunião da Ruff, aí eu tenho que virar a chave e falar da Best, virar a chave e falar do baile, então é uma loucura, mas assim, eu gosto dessa vida, eu sempre gostei dessa loucura, é de estar em tudo, de trazer inovação, vamos ver até quando eu aguento, mas assim, é uma coisa louca, eu já tive momentos também que eu fiquei sem conseguir criar pra Ruff, porque acho que a rough é algo muito pessoal comigo, então eu fiquei um tempo sem conseguir criar, mas entendi depois de um tempo foi... Mas é uma coisa, no fim o resumo é que é uma coisa louca, não dá pra explicar, mas é da hora, mano, assim, eu sempre sonhei, eu sempre planejei a minha vida assim, eu acho que as coisas estarem caminhando pra o que tá rolando, eu fico muito feliz, óbvio, tem dia que dá vontade de tudo, tem dia que cansa, tem dia que eu só quero sumir, mas ao mesmo tempo assim, por exemplo, agora a gente progressa a ideia, eu paro pra refletir muita coisa, de pensar na caminhada do início da rough e é algo que eu fico muito feliz em saber de como tudo, como foi essa trajetória.

Já pra finalizar, tem novidades para soltar?

Tem muita novidade aí rolando, tem a R-Club que a gente lançou, que foi sábado agora, dia 12 de abril, a gente lançou a primeira edição, então é uma nova vertente de festa que traz essa referência do baile, traz uma, totalmente essa nossa vivência que a gente tem na Ruff, traz os moleques como donos da festa também, então você traz o Zip, o DR, o Ganjo, o Jess, o Luquinha, não só como um artista, né, eles agora tendo uma outra visão como organizar a festa, produzir a festa, pensar numa line, então eu acho que também é importante nessa questão que eles saem um pouco também só do campo artista, mas vai numa questão de produtor também, eu acho que isso também quer ser, então isso, a gente tá assim, gostou bastante dessa primeira edição, assim como a gente fez o baile lá atrás e trouxe o funk, a R-Club tem totalmente as raízes do trap, mas a gente também quer trazer o funk junto, é algo que eu aposto muito, também foi muito legal ver o empenho deles nessa última, e aí em paralelo tem um outro aplicativo rolando também que não tem nada a ver muito com esse meio, essa cena de arte, de música, mas é o Camaleão, que é o web Camaleão, que a gente trouxe essa ideia do Best, o Best por mim deu muito certo aqui em Bragança, e aí eu faço parte de um grupo que chama Business for Friends, e aí a gente começou a perceber que outras pessoas queriam colocar o seu negócio na Best, mas não dá, por exemplo, tem um cara que tinha um pet shop e ele queria colocar o negócio dele na Best, não dá, porque a Best é focada em em algo de gastronomia, em um rolê de gastronomia, então tinha um cara que tinha uma loja que queria colocar na Best, um cara que tinha uma barbearia, então a gente começou a perceber que tinha um gap no mercado, que, por exemplo, a gente trouxesse a mesma ideia, não a mesma ideia da Basch, mas essa questão do mercado da Best para o mercado geral, daria certo, então desde outubro do ano passado a gente está desenvolvendo um aplicativo que chama Camaleão, inclusive tem um Instagram, acho que é app.camaleão depois eu te mando, depois tudo o que a gente falou eu te mando dar uma olhada, mas aí a gente já está em fase de teste, o Camaleão a gente que está desenvolvendo o aplicativo, então além dos sócios, que já são da Best Gourmet, tem outras três novas sócias, que é a Luana, a Fernanda e a Tássia, que são ótimas também, e aí a gente, acho que vai ser algo que vai mexer bastante com o mercado de Bragança, mas é um desafio enorme, porque a gente está criando o aplicativo do zero, então são vários testes mas esse eu acho que são as novidades, além do dos lançamentos, tem mais alguma novidade de drop novo vindo também tem baile também, esse ano provavelmente vão ter uns umas duas, alguns dois ou três edições de Baile das Estações e também, quem sabe eu acho que vai ser algo que vai mexer bastante com o mercado de Bragança, mas é um desafio enorme.

Entrevista realizada por Luiz Gustavo

Equipe: WRLDMAG