Sou artista na mesma medida que sou ‘O Raro’. Não escolhi nenhum dos dois. Eu vim assim. Família inteira no meio da música. Quando não eram músicos, trabalhavam no meio. Era inevitável.
Mas pode- se dizer q "O Raro" floresceu de verdade quando eu "consegui" juntar todas as minhas influencias tanto internas quanto externas com a minha forma única de ver o mundo.
Com certeza algo natural, minha primeira composição, e isso pode até soar engraçado mas foi entre 3-5 anos no garageband, com a ajuda do meu pai.
Além disso, tem o fato dele não ter me criado pra ser um sambista, fui criado ouvindo MJ, 50 Cent, Earth, Wind & fire. Me ajudou muito. Enquantos uns tavam brincando de bola eu tava tentando reproduzir os movimentos do Michael na frente da TV, batucando no sofá..Dali já dava pra entender o caminho.
Meu trabalho no samba atualmente é apoiar (com a minha voz) meu pai nos palcos, e se tem alguém que merece meu apoio é ele. acho que quando eu to no palco eu deixo essa grandiosidade de lado e costumo focar exclusivamente no agora e fazer meu papel como backing vocal. E isso vale até pra outros trabalhos que eu fiz com ele como o projeto com a Madonna aqui no Rio, as vezes você tem que deixar o externo de lado e focar no presente, a grandiosidade também ja esteve no presente.
Sinceramente, não consigo imaginar.
Sim, tenho meus planos de ficar o tempo que for necessário na banda, mas claro que eu penso em abrir minhas asas de novo algum dia....tenho pensado bastante em um projeto de R&b solo.
Na prática são pessoas que nascem com mais oportunidades por causa dos pais, o bagulho é que normalmente eles são brancos e as piores pessoas do mundo, não são pessoas muito bem vistas e com razão.
Eu me chamo de “nepobaby” como ironia.
Não que eu não seja mas não é o nepobaby que estão acostumados a ver.
Ney matogrosso.
Tenho muitas diferenças em várias ramificações diferentes, oq moldou minha identidade por incrível que pareça foi o rap e o punk, eu era um pré adolescente negro escutando sid vicous e black flag. depois eu tive referências mais palpáveis conforme eu fui me entendendo. Entendi que meu pai era minha referência, tenho idolos que estão próximos da gente igual o Bk' , o JX como produtor e rapper. E tem os idolos mais velhos, os maiores que são Caetano, Gil, Chico, Djavan, Ney e por aí vai.
Antigamente studio, hoje palco.
Mano teve a história da atriz de Sex and the City invadindo nosso camarim e a gente tendo que trocar prestes a fazer o show. Na hora eu bati neurose, mas é engraçado, não é uma situação do dia a dia.
Uma das coisas mais importantes, seu corpo é sua vitrine, se você for visto como qualquer um você não vai ser respeitado. Eu não cheguei mal vestido no baile da Vogue pra passagem de som, eu sabia que ja teria fotógrafos e gente lá. E também não é so vestir uma roupa de luxo, é sobre ter postura.
Não penso em fazer design de roupas, pelo menos por enquanto. Mas penso em trabalhar como Stylist volta e meia. E trabalhar com outras marcas também não é má ideia.
Se você quer dar certo fazendo o que todo mundo já está fazendo… boa sorte. todos que dão certo são originais.
E os originais tão sempre pensando a frente, na próxima tendência, através da observação e quando você finalmente chegou na trend, ela já passou. Cópias que dão certo não duram. pioneiros sempre serão pioneiros.
Outra coisa que muitos não percebem, tem uma teoria chamada "Teoria dos 1000 fãs"
e resumindo, pra você ser famoso, você não precisa de milhões de fãs do twitter, você precisa de 1000 fãs reais, quem quiser pesquisa ai.
Obrigado Gustavo pelo convite e a WLRD Magazine pelo espaço.
É O Raro.